Projetos Cofinanciados

Conheça os projetos cofinanciados por vários Programas Operacionais que foram desenvolvidos e/ou acompanhados pela Direção Regional de Cultura do Centro.

 

Operação:CENTRO-07-2114-FEDER-000097

Designação do Projeto: Mosteiro de Santa Clara-a-Velha - Obras de conservação/beneficiação geral
Código do Projeto: CENTRO-07-2114-FEDER-000097
Objetivo Principal: Conservação, proteção, promoção e desenvolvimento do património natural e cultural
Região de Intervenção: Centro
Entidade Beneficiária: Direção Regional da Cultura do Centro
Data de Aprovação: 10-09-2018
Data de Conclusão: 30-12-2021
Custo total elegível: 641.721,21€
Apoio financeiro da União Europeia: FEDER (Taxa de comp. 85%) 545.463,03€
Apoio financeiro público nacional: 98.258,18€

Objetivos, atividades e resultados esperados/atingidos:

Classificado como Monumento Nacional desde 1910, este icónico monumento tem origens ainda no século XIII. O conjunto que subsiste é exemplo do gótico tardio e data, essencialmente, do século XIV.
A problemática relação com o Mondego logo se inicia com uma primeira grande cheia em 1331. As várias dependências foram sendo construídas em consonância com as cheias que, sazonalmente, afetavam a área, verificando-se um sucessivo alteamento das cotas do pavimento. No final do século XVI, as condições de vida eram já impraticáveis e o abandono definitivo dá-se em 1677, rumo ao Mosteiro de Santa Clara-a-Nova.
Séculos de abandono resumiram o importante conjunto a uma memória, jazendo a maioria dos vestígios sob água e lodo. Restou a igreja, resistindo à ruína completa, embora alagada.
Foi a partir de 1995 que a campanha arqueológica realizada permitiu pôr a descoberto parte do antigo mosteiro, de que é exemplo o claustro gótico que se ergue a sul.
As importantes descobertas arqueológicas fundamentaram a intervenção que se veio a realizar, devolvendo aos cidadãos o conjunto, para pleno usufruto.
De facto, o Mosteiro de Santa-Clara-a-Velha foi objeto de uma das mais extensas e complexas obras de recuperação, restauro e valorização efetuadas em Portugal, tendo sido inaugurado em 2009. Recuperou-se a igreja, criou-se um centro interpretativo e implementou-se um circuito de visitas.
A intervenção englobou também uma solução técnica de contenção das águas, porquanto o mosteiro se mantém numa posição vulnerável, abaixo da cota atual do leito do rio.
Infelizmente, consequência de duas fortes cheias ocorridas em 2016 (janeiro e fevereiro), registaram-se danos significativos no imóvel, reforçando a preocupação em prevenir tais ocorrências e suscitando o levantamento dos danos e consequente proposta de intervenção.
Os danos registados fazem a perigar integridade das estruturas: desmoronamentos, acumulação de líquenes e degradação de paramentos pelo acumular de água durante um largo período, danos em percursos de visita, meios de acesso, instalações elétricas, mecânicas e inutilização do depósito de materiais arqueológicos recolhidos armazenados em construções anexas (tenda e pré-fabricado). 
É inegável a urgência em efetuar reparações e desenvolver mecanismos de proteção que impeçam que em situações atmosféricas anómalas (que cada vez se tornam mais frequentes) este Património sofra danos e perdas que poderão revestir-se de características irreparáveis.
O projeto, da autoria dos Arquitetos Alexandre Alves Costa e Sérgio Fernandez – autores do projeto inicial –, e que contou com o apoio técnico da Direção Regional de Cultura do Centro, tem como objetivo a conservação do edifício classificado e a beneficiação e valorização dos espaços envolventes que ficaram danificados com as cheias, de modo a restituir ao espaço as condições de visita que existiam anteriormente.
Estão, pois, previstos trabalhos de conservação e restauro ao nível dos materiais pétreos, cerâmicos, azulejares e em rebocos, no conjunto monumental – igreja e claustro – e a recuperação de pavimentos no corpo da igreja e dos passadiços exteriores. Visa-se, ainda, colmatar algumas fragilidades que o conjunto revelou, nomeadamente com a dotação de um espaço a uma cota que permita a salvaguarda do espólio arqueológico armazenado, com a eliminação de entradas diretas de águas por zonas que não se encontram vedadas com muro e com o reforço do sistema de bombagem existente na igreja, incluindo a relocalização de sistema de comandos para garantia das adequadas condições de funcionamento, com a reparação do sistema de rega e com a reparação do sistema de vigilância existente e ampliação do mesmo para o interior do monumento.

 

 

Operação: CENTRO-07-2114-FEDER-000105

Designação do Projeto | Reabilitação e estabilização do Mosteiro de Santa Maria de Maceira Dão  
Código do Projeto | CENTRO-07-2114-FEDER-000105
Objetivo Principal | Conservação, proteção, promoção e desenvolvimento do património natural e cultural
Região de Intervenção | Centro
Entidade Beneficiária | Direção Regional da Cultura do Centro
Data de Aprovação 19-03-2020
Data de Inicio | 01-04-2020
Data de Conclusão | 30-06-2021
Custo total elegível | 500.000,00€
Apoio financeiro da União Europeia | FEDER (Taxa de comp. 85%) 425.000,00€
Custo elegível não comparticipado | 0€
Apoio financeiro publico nacional/privado | 75.000,00 €

Objetivos, atividades e resultados esperados/atingido:

O Mosteiro, classificado como Monumento Nacional desde 2002, localiza-se na Freguesia de Fornos de Maceira do Dão, concelho de Mangualde.
A fundação do mosteiro original em terras de Moimenta de Maceira Dão está atribuída a D. Soeiro Teodoniz, dentro da Regra Beneditina. Crê-se que foi em 1168 que o cenóbio foi aqui instalado, em terras de Fornos de Maceira Dão. A partir de 1188 adota a Regra de Cister, sob dependência dos abades de Alcobaça. Coevo à fundação da nacionalidade, foi desde logo beneficiado e privilegiado por D. Afonso Henriques.
No conjunto edificado distinguem-se três zonas que correspondem a outros tantos momentos construtivos, atestando a longa história do local.
Dos primórdios da fundação há ainda visível o volume constituído pela torre que data do século XII, evoluindo até ao século XIV.
A partir do século XVII, há lugar a profundas alterações construtivas, designadamente com a construção do claustro e da fachada, conforme se constata pela epígrafe 1613 exibida na portaria. A campanha de obras foi demorada, tendo-se prolongado até, pelo menos, o terceiro quartel do século. Desta época, datam, pois, o claustro, a sala do capítulo, o refeitório, a cozinha, a adega e outras dependências, ficando as celas situadas no piso superior, bem como o quarto do Dom Abade, a biblioteca e a enfermaria.
A igreja de nave elíptica, data da década de 1740, tendo ficado concluída em 1779, altura em que se dá início às campanhas decorativas, designadamente o retábulo-mor.
Em 1834, com a extinção das ordens religiosas, o mosteiro é abandonado e o seu património móvel e integrado disperso.
O estado de degradação do Mosteiro é, hoje, por demais evidente. O projeto desenvolvido parte, pois, dessa imperiosa necessidade de suster a ruína que seria de outra forma inevitável, acarretando perdas patrimoniais e históricas irrecuperáveis.
A intervenção proposta centra-se sobretudo na igreja. Pretende-se evitar o colapso das coberturas desta e, em consequência, os gravosos danos nas abóbadas e outras estruturas interiores, que já demonstram fortes patologias originadas no mau estado da cobertura. Será alvo de intervenção estrutural com substituição do revestimento em telha, ações de conservação e restauro sobre elementos pétreos, recuperação e consolidação de alvenarias e abóbadas, instalação de caixilharias.
São também propostas ações de travamento estrutural nas arcadas do claustro e no tardoz da capela-mor.
As atuais condições do imóvel impossibilitam a sua fruição. Executada esta operação, este ficará visitável e capaz de acolher público, criadas assim condições de acesso a um bem cultural da maior relevância na estratégia cultural e turística do Concelho de Mangualde e da Região Centro.
A importância desta operação não reside somente no resgate do imóvel mas na também na definição de dois objetivos estratégicos para a divulgação deste bem cultural: a interpretação cultural, histórica e arquitetónica do lugar através da criação de uma exposição de longa duração e a sua inserção nos roteiros culturais e turísticos do Município de Mangualde, estando já desenhado um plano de programação cultural pelos serviços Culturais da Câmara Municipal e que envolve diversos agentes culturais locais e nacionais.
A empreitada encontra-se em execução.

 

 

Operação: CENTRO-07-2114-FEDER-000108
Designação do Projeto: Mosteiro de Celas - Reparações Diversas das Coberturas e Restauro do Claustro
Código do Projeto: CENTRO-07-2114-FEDER-000108
Objetivo Principal: Conservação, proteção, promoção e desenvolvimento do património natural e cultural
Região de Intervenção: Centro
Entidade Beneficiária: Direção Regional da Cultura do Centro
Data de Aprovação: 18-09-2020
Data de Inicio: 01-09-2020
Data de Conclusão: 31-12-2021
Custo total elegível: 271.402,70€
Apoio financeiro da União Europeia: FEDER (Taxa de comp. 85%) 230.692,30€
Apoio financeiro publico nacional/privado: 40.710,40€

Objetivos, atividades e resultados esperados/atingidos:

O Mosteiro de Celas, em Coimbra, é um Mosteiro feminino cisterciense que, apesar das sucessivas alterações e do carácter sóbrio geral, mantém importantes trechos da escultura gótica trecentista em Portugal nas duas galerias do claustro com decoração historiada nos capitéis, da transição do século XIII para o XIV. No interior da igreja destacam-se elementos como a abóbada polinervada e contrafortada, provavelmente construída sob a orientação de Diogo de Castilho, muitas outras obras de caráter renascentista e maneirista e os retábulos em talha barroca e marmoreados, de meados do século XVIII. Salientam-se ainda o coro, cujo cadeiral em madeira de carvalho é uma obra austera mas de grande beleza, executada por Gaspar Coelho, no final do século XVI, os lambris de azulejos setecentistas e de fabrico coimbrão, a estatuária e diversas telas pintadas. O portal principal data também do século XVI (1530), e, no século seguinte, foi sobreposto no segundo registo da fachada principal, o mirante de nove janelas. A planta centralizada da igreja é caso raro nos mosteiros femininos portugueses. As mais recentes teorias apontam para que este esquema planimétrico correspondesse ao da origem do mosteiro, à semelhança do que a própria D. Sancha fizera no convento cisterciense de Alenquer, do qual ainda restam vestígios da rotunda. Trata-se da primeira igreja feminina cisterciense construída de raiz uma vez que as de Lorvão e Arouca foram adaptadas de conventos masculinos e a desaparecida de Alenquer foi inicialmente um recolhimento de enclausuradas.
Atualmente, é considerado um dos mais importantes conjuntos edificados de Coimbra, pleno de desafios à História da Arte Medieval e simultaneamente revelador de diferentes correntes artísticas da Coimbra dos séculos XIII/XIV a XVIII.
Pelas razões acima aduzidas, a intervenção proposta assume especial relevância cultural e científica e importância estratégica (turística e económica), quer do ponto de vista local, quer do ponto de vista nacional e internacional, pelo inerente potencial de atração decorrente do chamado turismo arquitetónico.
Deste modo, significativa é igualmente a urgência de se proceder a este investimento na conservação do edificado dado que este processo decorre da identificação de um conjunto de patologias provocadas pela infiltração de águas pluviais através das coberturas, que danificaram o património e as estruturas funcionais do imóvel.
Reveste-se, assim, de inegável prioridade, a necessidade de efetuar reparações e desenvolver mecanismos de proteção que impeçam que em situações atmosféricas anómalas (que cada vez se tornam mais frequentes) este Património sofra danos e perdas irreparáveis, quer do ponto de vista patrimonial, quer do ponto de vista do legado cultural, histórico e identitário de que é representante.
Esta intervenção tem, pois, como objetivo a conservação do edifício classificado cujas sucessivas infiltrações através das coberturas em telha cerâmica têm desencadeado patologias diversas nas alvenarias de pedra, rebocos e azulejos, assim como no património integrado.
As ações propostas vão permitir a continuidade da integridade física do imóvel, através de obras de reabilitação e conservação. Além da revisão e substituição de elementos danificados no revestimento em telha cerâmica, a intervenção também abrange dinâmicas de conservação e restauro no âmbito da estabilização de elementos em pedra, promovendo, consequentemente, a beneficiação deste espaço e a sua dignificação enquanto relevante objeto artístico-arquitetónico, cultural e histórico.
Acrescidamente, esta intervenção criará condições adequadas para manter a utilização e fruição do monumento, que permanecerá aberto ao público, para visita, durante e após este período de obras e, bem assim, a continuação da realização de eventos de índole religiosa e cultural.

 

 

Operação: CENTRO-07-2114-FEDER-000148
Designação do Projeto: Igreja do Carmo - Consolidação da abóbada de suporte do coro alto  
Código do Projeto: CENTRO-07-2114-FEDER-000148 
Objetivo Principal: Conservação, proteção, promoção e desenvolvimento do património natural e cultural
Região de Intervenção: Centro
Entidade Beneficiária: Direção Regional da Cultura do Centro
Data de Aprovação: 22-10-2020
Data de Início: 01-09-2020
Data de Conclusão: 30-09-2021
Custo total: 203.970,00€
Custo total elegível: 164.833,46€
Apoio financeiro da União Europeia: FEDER (Taxa de comp. 85%) 140.108,44
Custo elegível não comparticipado: 39.136,54€
Apoio financeiro publico nacional/privado: 63.861,56€

Objetivos, atividades e resultados esperados/atingidos:

O Colégio de Nossa Senhora do Carmo merece especial destaque na série dos colégios universitários de Coimbra situados na Rua da Sofia, e hoje incluídos na área integrada na Lista do Património Mundial da UNESCO.
Este polo quinhentista da Universidade, a Rua da Sofia, é mandado construir por Frei Brás de Braga a partir de 1536. De invulgar largura para a época, a rua era/é conformada por uma série de Colégios, que incluem o Colégio do Carmo, fundado em 1540, pelo bispo do Porto, D. Frei Baltasar Limpo. Serviu o propósito inicial de acolher os clérigos da diocese do Porto que viessem seguir os estudos em Coimbra, sendo depois doado pelo prelado aos frades da ordem dos Carmelitas Descalços. O edifício foi alvo de duas campanhas de obras: numa primeira época foi construído o noviciado, da autoria do arquiteto Diogo de Castilho, concluído em 1948 e, já na década de 90, entre 1597 e 1600, por iniciativa do Bispo de Portalegre, D. Frei Amador Arrais, foram construídos respetivamente a igreja e o claustro, por Francisco Fernandes.
A Igreja de Nossa Senhora do Carmo é considerada o coroamento de todas as pesquisas arquitetónicas citadinas na linha evolutiva das primeiras edificações portuguesas de estrutura renascentistas ali construídas, integrando-se na tipologia das "igrejas-caixa" como uma original e consistente variação das mesmas.
A intervenção na Igreja do Carmo, objeto desta candidatura, constitui um projeto estruturante, que visa a conservação e beneficiação de um imóvel de excecional valor patrimonial, com elevado interesse turístico. A intervenção prevista permitirá contribuir para a resolução dos riscos de degradação do monumento, assegurando a sua salvaguarda e criação de condições para a sua visitação e promoção turística, ema vez que atualmente o monumento não é visitável porque não reúne condições de acolhimento. De facto, a urgência de se proceder a este investimento teve origem em diversas patologias observadas no conjunto do imóvel, provocadas e potenciadas pela ocorrência de sismos, nomeadamente a fissuração existente no alçado principal, assim como as aberturas de juntas que se verificam em vários pontos das abóbadas. Assim, é prioritário efetuar reparações e desenvolver mecanismos de proteção que impeçam que, em situações anómalas (atmosféricas, sísmicas, entre outras, cada vez mais frequentes), o monumento possa sofrer danos e perdas irreparáveis.

 

 

Operação: CENTRO-07-2114-FEDER-000149
Designação do Projeto: Requalificação da Sé Nova - Coimbra
Código do Projeto: CENTRO-07-2114-FEDER-000149
Objetivo Principal: Conservação, proteção, promoção e desenvolvimento do património natural e cultural
Região de Intervenção: Centro
Entidade Beneficiária: Direção Regional da Cultura do Centro
Data de Aprovação: 16-12-2020
Data de Inicio: 13-09-2018
Data de Conclusão: 31-12-2021
Custo Total: 415.522,50€
Custo total elegível: 415.522,50€
Apoio financeiro da União Europeia: FEDER (Taxa de comp. 85%) 353.194,12€
Custo Elegível não comparticipado: 0,00€
Apoio financeiro publico nacional/privado: 62.328,38€

Objetivos, atividades e resultados esperados/atingidos:

A construção da Sé Nova teve início do século XVI e uma duração de cerca de cem anos. É parte integrante do conjunto maneirista edificado pela Companhia de Jesus na alta da cidade – o Colégio de Jesus ou Colégio das Onze Mil Virgens. Este conjunto monumental, iniciado durante a Reforma do ensino universitário levada a cabo por D. João III e, mais tarde, intervencionado no âmbito da Reforma Pombalina, ganhou particular relevância no contexto da expansão e evolução científica e cultural promovida pela Universidade de Coimbra, tendo tido um papel fundamental nos capítulos da história social e artística nacional, visíveis inclusivamente nas várias dependências do edifício.
A inscrição deste imóvel na lista de Património Mundial da UNESCO atesta a sua importância e relevância patrimonial internacional sendo que a intervenção prevista permitirá contribuir para a resolução dos riscos de degradação do monumento, assegurando a sua salvaguarda e criação de condições para a sua visitação e promoção turística.
De facto, a urgência de se proceder a este investimento teve origem em patologias provocadas por infiltração de águas pluviais nos terraços das coberturas, as quais danificaram o património e as estruturas funcionais do imóvel. Assim, é prioritário efetuar reparações e desenvolver mecanismos de proteção que impeçam que em situações atmosféricas anómalas (que cada vez se tornam mais frequentes) o monumento possa sofrer danos e perdas irreversíveis.



Operação: CENTRO-07-2114-FEDER-000150
Designação do Projeto: Requalificação da Sé Velha - Coimbra
Código do Projeto: CENTRO-07-2114-FEDER-000150
Objetivo Principal: Conservação, proteção, promoção e desenvolvimento do património natural e cultural
Região de Intervenção: Centro
Entidade Beneficiária: Direção Regional da Cultura do Centro
Data de Aprovação: 02-12-2020
Data de Inicio: 13-09-2018
Data de Conclusão: 31-12-2021
Custo Total: 410.140,95€
Custo total elegível: 410.140,95€
Apoio financeiro da União Europeia: FEDER (Taxa de comp. 85%) 386.619,81€
Custo Elegível não comparticipado: 0,00€
Apoio financeiro publico nacional/privado: 61.521,14€

Objetivos, atividades e resultados esperados/atingidos:

A Sé Velha de Coimbra inscreve-se, estilisticamente, no designado “românico afonsino” ou “românico coimbrão da segunda fase”, que corresponde, grosso modo, ao reinado de D. Afonso Henriques. Todavia, teve certamente raízes anteriores à fundação da nacionalidade, sendo antecedida por outros templos. Foi mandada construir por ação do bispo D. Miguel Salomão, em 1162, campanha de obras que se prolongou até à primeira metade do século XIII. No início desse século foi construído o claustro, o primeiro em estilo gótico em Portugal, em edifícios não cistercienses.
Foram particularmente importantes as obras executadas ao longo do episcopado de D. Jorge de Almeida, na viragem para o século XVI (1498) e na primeira metade deste, destacando-se o retábulo principal, de madeira dourada e policromada, em gótico flamejante. Salientam-se, também, a Capela do Santíssimo Sacramento, de estilo maneirista, onde se pode observar o retábulo executado por João de Ruão em 1566, e a Capela de São Pedro, com as paredes revestidas de azulejos hispano-árabes, cujo retábulo, atribuído a Nicolau Chanterene, segue o tipo coimbrão da primeira renascença. A inscrição deste imóvel na lista de Património Mundial da UNESCO atesta a sua importância e relevância patrimonial internacional.
A intervenção prevista permitirá contribuir para a resolução dos riscos de degradação do monumento, assegurando a sua salvaguarda e criação de condições para a sua visitação e promoção turística. De facto, a urgência de se proceder a este investimento teve origem em patologias provocadas por infiltração de águas pluviais nos terraços das coberturas, as quais danificaram o património e as estruturas funcionais do imóvel.
Assim, é prioritário efetuar reparações e desenvolver mecanismos de proteção que impeçam que em situações atmosféricas anómalas (que cada vez se tornam mais frequentes) o monumento possa sofrer danos e perdas irreparáveis. As ações vão permitir a continuidade da integridade física do imóvel, através de obras de reabilitação e conservação.
A intervenção, além da execução de um novo revestimento dos terraços em telha cerâmica e chapa de zinco, também abrange alguns aspetos de conservação e restauro no âmbito da estabilização de elementos estruturais de suporte das coberturas. Com a intervenção proposta pretende-se manter a utilização atual do monumento, que deverá permanecer aberto ao público para visita durante e após este período de obras e a continuação da realização de eventos de índole cultural.

 

 

Operação: CENTRO-07-2114-FEDER-000107
Designação do Projeto: Sé de Viseu – Conservação e restauro do património, reparações diversas e acessibilidades
Código do Projeto: CENTRO-07-2114-FEDER-000107
Objetivo Principal: Conservação, proteção, promoção e desenvolvimento do património natural e cultural
Região de Intervenção: Centro
Entidade Beneficiária: Direção Regional da Cultura do Centro
Data de Aprovação: 16-12-2020
Data de Inicio: 17-12-2018
Data de Conclusão: 30-06-2022
Custo Total: 1 358.693,81
Custo total elegível: 1 358.693,81€
Apoio financeiro da União Europeia: FEDER (Taxa de comp. 85%) 1 145.883,27€
Custo Elegível não comparticipado: 10.595,85 €
Apoio financeiro publico nacional/privado: 202 214,69

Objetivos, atividades e resultados esperados/atingidos:

A Sé de Viseu localiza-se no centro histórico de Viseu, em frente à Igreja da Misericórdia, rodeada a noroeste pelo Adro da Sé, a sudoeste pela Rua do Adro e pela Rua das Ameias, a sudeste e leste pelos Largos de São Teotónio e António José Pereira. O conjunto edificado, que integra ainda o antigo Seminário onde funciona atualmente o Museu Grão Vasco, constitui um ponto de destaque no referencial urbano da cidade. Tendo sofrido inúmeras intervenções ao longo dos tempos, a catedral apresenta dois pisos, sendo que no piso térreo se encontra a Igreja, a Sacristia, o Batistério e Sala Capitular, e no segundo piso localizam-se três salas usadas como Museu de Arte Sacra e o Coro Alto. A Sé apresenta ainda um Claustro de planta quadrada, comum a ambos os pisos, e um edifício (antiga Residência Paroquial) com ligação direta ao Claustro superior através do Passeio dos Cónegos. A Sé de Viseu encontra-se classificada como Monumento Nacional (MN) pelo Decreto de 16-06-1910, DG, nº. 136, de 23-06-1910.
A classificação deste imóvel como Monumento Nacional, desde 1910, atesta a sua importância e relevância patrimonial internacional sendo que a intervenção prevista permitirá contribuir para a resolução dos riscos de degradação do monumento, assegurando a sua salvaguarda e criação de condições para a sua visitação e promoção turística. Sumariamente, e no que ao estado de conservação diz respeito, o imóvel apresenta graves problemas de infiltração de águas através de zonas da cabeceira da igreja que não foram intervencionadas anteriormente, regista significativa fissuração das paredes e problemas de drenagem de águas pluviais e degradação de ordem diversa em elementos de património integrado. Paralelamente, uma outra questão de extrema relevância é atendida nesta operação: não existe um acesso pleno a todas as áreas integrantes do imóvel, incluindo o museu. As condições de acessibilidade são fortemente condicionadas pela existência de escadarias em todas as entradas existentes.
Pretende-se com esta intervenção de requalificação da Sé de Viseu proceder a trabalhos de conservação e restauro de coberturas e de todos os trabalhos por ela impostos, assim como resolver situações de degradação de elementos estruturais e de património integrado, nomeadamente, na Sala Capitular, no claustro, na torre do Relógio e na loja. O investimento visa, ainda, a implementação de condições de acessibilidade plena a todas as áreas integrantes do imóvel, incluindo o museu. Assim, numa ótica de acolhimento de públicos, medida estruturante do ponto de vista turístico e cultural, propõe-se a refuncionalização da Casa de Santa Maria, com instalação de entrada acessível e circuito expositivo. Aqui se refira que o projeto de acessibilidades se apresenta como exemplar em Portugal, dada a solução técnica e tecnológica prevista, com utilização em monumentos de referência mundial, como a Catedral de Notre Dame de Paris e a Catedral de Caen. As plataformas elevatórias que serão instaladas em duas escadarias exteriores, com impacto visual mínimo, numa atitude de absoluto respeito para com os valores patrimoniais em presença, permitirão o acesso franco à Casa de Santa Maria e daí à Varanda dos Cónegos e ao piso superior do claustro, por elevador, assim como ao piso inferior do claustro e, deste, ao interior do templo.

 

 

Operação: Projeto 12338/SAMA2020
Designação da Operação: Operação de Modernização Administrativa da Direção Regional de Cultura do Centro "Mais e Melhor DRCC"
Estado: Aprovada. Em desenvolvimento. Período de elegibilidade das despesas até 31/12/2018
Descrição: tendo em conta o diagnóstico interno realizado e o histórico da DRCC no domínio da modernização administrativa, o projeto concebido pela Direção Regional assenta nos seguintes pilares:
1. Otimização do sistema de gestão, suportada por tecnologias da informação adequadas;
2. Otimização da interface com os cidadãos e outras partes interessadas, igualmente suportada por tecnologias da informação adequadas;
3. Reforço da capacitação dos recursos humanos, dirigentes e não dirigentes, para dominarem e explorarem, no seu máximo potencial, as soluções tecnológicas e organizacionais a implementar.
O atual enquadramento da Direção Regional de Cultura do Centro quer no que diz respeito à estrutura governamental, quer no que respeita à sua inserção na Região Centro, e às responsabilidades que tem de assumir, exige que seja assegurada uma abordagem integrada da gestão interna dos serviços focalizada na gestão por processos e na excelência, na melhoria da interface dos serviços prestados aos utentes, sejam eles os agentes culturais ou o público em geral e no suporte essencial resultante da capacitação dos trabalhadores da DRCC.
Em qualquer caso é crucial um enfoque significativo nos resultados, com base na diminuição clara dos custos de contexto e na capacitação do acesso à cultura como bem estrutural para o desenvolvimento integrado da Região Centro.
A candidatura apresentada pela DRCC resulta do reconhecimento da necessidade de dispor de um modelo de gestão que vise a excelência, gerido segundo procedimentos internos e externos otimizados e suportados por tecnologias de informação adequadas à natureza das atividades, dimensão e capacidades da DRCC, de forma a valorizar as sinergias com todas as partes interessadas e a maximizar dinâmicas ao nível dos serviços culturais reforçadas pelo envolvimento de colaboradores capacitados para usarem os métodos e os instrumentos tecnológicos mais adequados.
A perceção, obtida através de processos de audição das partes interessadas, e a quantificação, obtida através dos indicadores determinados internamente, permitiu identificar claramente a existência de fragilidades na performance interna e na sua relação com as partes interessadas, nomeadamente no que respeita à capacidade de potenciar o desenvolvimento de novas funcionalidade e produtos culturais, impõe a necessidade de intervir, visando a melhoria, sendo o sistema de apoio à Modernização e Capacitação Administrativa o instrumento prioritário a explorar.

Ações do Projeto:
Pilar 1 – Otimização do sistema de gestão, suportada por tecnologias da informação adequadas:
1.1. Reengenharia dos processos; 1.2 - Digitalização e Desmaterialização de todos os documentos; 1.3 – Arquivo Digital; 1.4 – Excelência em Gestão segundo o Modelo de Excelência da EFQM; 1.5 – Intranet; 1.6 – Atualização do Hardware de suporte ao projeto de modernização (servidor).


Pilar 2 – Otimização da interface com os cidadãos e outras partes interessadas, igualmente suportada por tecnologias da informação adequadas:
2.1 – Desenvolvimento do “Portal da DRCC”; 2.2 – Disponibilização de serviços online na DRCC e de serviços de autenticação, pagamentos via iAP; 2.3 – Reforço da comunicação via redes sociais.


Pilar 3 – Reforço da capacitação dos recursos humanos, dirigentes e não dirigentes, para dominarem e explorarem, no seu máximo potencial, as soluções tecnológicas e organizacionais a implementar:
3.1 – Formação em Modernização da Administração Pública; 3.2 – Formação em Técnicas de Análise e Resolução de Problemas (TARP); 3.3. Formação em Técnicas de Atendimento; 3.4 – Formação em Gestão por Processos e sua Monitorização através de Indicadores de Desempenho.

 

 

Operação: Projeto Agiliz@

 

 

Designação da Operação: Agiliz@: Solução de Interoperabilidade e Automação nos Processos de Despesa e Receita
Código do Projeto | SAMA POCI-02-0550-FEDER-043987
Objetivo Principal | .Região de Intervenção |  NUT II Norte, Centro, Alentejo
Entidade Beneficiária | Direção Regional de Cultura do Norte, Direção Regional de Cultura do Centro, Direção Regional de Cultura do Alentejo

 

Data de Aprovação | 19.03.2019
Data de Início | 02-06-2019
Data de Conclusão |  
Custo Total Elegível |   770 965,99 € 
Apoio Financeiro da União Europeia |   655 321,09 €
Apoio Financeiro Público Nacional/Regional | 115 644,90€

 

Objetivos, atividades e resultados esperados/atingidos

A operação concorre para a transformação digital da Administração Digital da Administração Pública, nos termos do nº 1 do artigo 82º do RECI, visando a redução de custos de contexto e a qualificação da prestação do serviço público, induzindo uma melhoria do seu desempenho e da sua capacidade de resposta às necessidades dos cidadãos e das empresas, promovendo alterações de:

a. Relacionamento com os cidadãos e as empresas;
b. Transformação dos processos operacionais;
c. Alteração do modelo e da oferta de bens e serviços públicos.

Pretende-se dotar a DRCN, a DRCC e a DRC Alentejo de uma plataforma partilhada de gestão e automatização de processos bem como melhorar os processos de trabalho nos processos de Despesa e Receita.

 

Os objetivos deverão ser alcançados através de:

Aquisição/desenvolvimento de uma solução de Gestão do Processo de Compra e Despesa, com vista a assegurar a tramitação, controlo e monitorização das várias fases do processo e respetiva documentação, bem como a sua classificação e arquivo, de acordo com a Macroestrutura Funcional do Estado (MEFE). Este sistema será munido das seguintes funcionalidades:

a. Digitalização de processos
b. Integração e Automatização
c. Indicadores de Gestão e monitorização e processos
d. Implementação de uma plataforma de faturação eletrónica para envio e receção de faturas de forma totalmente desmaterializada e conforme regras definidas para a Administração Pública;
e. Agilização da comunicação com Empreendedor/Empresário, através da automatização e integração com vários sistemas abaixo identificados

 

  • Operação:

    Designação da Operação: TERPAT  - Território e Património Cultural

    Estado atual: candidatura apresentada em 2018, no âmbito da segunda convocatória do POCTEP 2014-2020. Aguarda decisão.

    Descrição: 

  • Operação:

    Designação da Operação: Rotas de Sefarad – Valorização da Identidade Judaica Portuguesa no Diálogo Interculturas

    Estado: Concluído

    Descrição: o Projecto “Rotas de Sefarad – Valorização da Identidade Judaica Portuguesa no Diálogo Interculturas parte, por um lado do imenso património judaico Português e, por outro, da difícil relação que ao longo do século XX se instalou entre a população e essa memória. Assim, são objectivos deste Projecto: dotar o território de meios, materiais e humanos, que permitam uma valorização económica e que sejam, também, motivadores e criadores de elos, valorizando esse património no campo das mentalidades e recriando a própria identidade nacional, num quadro intercultural.
    A herança judaica na História de Portugal, seja na cultura e na ciência, na própria língua ou nas posturas das gentes, e até na dimensão da diáspora que ainda hoje Portugal vive, é algo inegável. Contudo, mesmo após a extinção da Inquisição em 1821, a aceitação dessa herança não foi imediata.
    Ao longo do século XX, encontramos na cultura Portuguesa um significativo número de autores anti-semitas, o que justifica que, apesar de um clima legal de liberdade religiosa, os cripto-judeus ainda preferissem ficar na sombra, não assumindo a sua identidade com medo dos olhares sociais.
    A apresentação desta candidatura representou um momento especial na história desta relação entre a memória e a identidade. A criação da Rede de Judiarias e a apresentação ao EEA Grants coincide com uma efetiva tomada de consciência por parte de um grupo de municípios, coadjuvados por entidades de turismo e pelas duas mais significativas comunidades judaicas nacionais.
    Valorizar este património e tornar esse pequeno grupo numa força significativa que mudasse a estratégia nacional de turismo, que catalisasse um largo grupo de investidores na descoberta de um nicho económico exigente, mas altamente lucrativo, eram os desafios que se colocavam ao Projeto. Essencialmente, pretendia-se que ele servisse de alavanca na valorização desta herança enquanto parte fundamental da memória e da identidade coletiva.
    Assim, todas as ações que compõem este Projecto tiveram uma linha ética definidora fortíssima: se nos séculos de funcionamento da Inquisição os territórios do interior foram os mais afetados, começando aí uma desertificação e abandono que chegaram aos dias de hoje, este Projeto, pelo contrário, potenciou a anulação dessas sistemáticas assimetrias: foi valorizado o património de pequenas comunidades do interior, dinamizada a economia com a participação de muitas empresas e entidades locais, valorizada uma identidade regional antes esquecida e foi criada uma pequena indústria geradora de emprego. Simultaneamente, estabeleceram-se as bases para um turismo de qualidade, diferenciado e direcionado para estas regiões vistas como periféricas.
    As intervenções foram maioritariamente centradas na recuperação ou no equipamento de espaços museológicos ou interpretativos. Ao todo, 16 municípios, em Trás-os-Montes, no Centro e no Alentejo estão hoje dotados de equipamentos dedicados à memória sefardita. Tratando-se de espaços enraizados nas memórias locais e regionais, as exposições fazem a ponte entre o global que os sefarditas ajudaram a criar, uma Europa Moderna, aberta e inovadora, e o local: ligação às estruturas sociais mais pequenas, as famílias, e à História local.
    Hiperligações de interesse:
    Portal da Direção Regional de Cultura enquanto, Operador do Programa PT08 “Conservação e Revitalização do Património Cultural e Natural
    Portal da Rede de Judiarias de Portugal, Promotor do Projeto "Rotas de Sefarad"
    Portal do EEA Grants | European Economic Area Financial Mechanism
    Portal do EEA Grants Portugal | Mecanismo Financeiro do Espaço Económico Europe

  • Operação:

    Designação da Operação: REDPAT - Património Cultural na Rede

    Estado: Concluído

    Descrição: REDPAT - Património Cultural na Rede foi um projeto que teve como beneficiários a Direção Regional de Cultura do Centro e a “Dirección General de Patrimonio Cultural. Junta De Castilla Y León”.Cofinanciado pelo POCTEP - Programa Operacional Transfronteiriço, Espanha-Portugal (2007-2013), o projeto permitiu informatizar e difundir património cultural através do uso de ferramentas integradas nas TIC.
    Permitiu ainda promover a acessibilidade ao património cultural através da WEB, difundindo este património e as redes que o integram na internet.
    Ações do Projeto:
    - Visita Interativa com Realidade Aumentada no Museu Francisco Tavares Proença Júnior e no Museu da Guarda;
    - Digitalização da coleção de bens documentais do Museu Francisco Tavares Proença Júnior e do Museu da Guarda, com o objetivo de preservação, disponibilização para investigação, possível publicação e utilização em exposições museológicas;
    - Digitalização e documentação de bens integrantes do Património etnológico e imaterial através da conversão dos filmes do MFTPJ - “O linho é um sonho”, “A Seda é um mistério”, para formato digital (DVD);
    - Edição digital para difusão de Património Cultural – Conversão de cinco livros de formato papel para formato digital;
    - Na vertente da comunicação, foi criada uma página Web, que permite divulgar as ações que foram desenvolvidas no âmbito do projeto.
    Hiperligações de interesse:
    Visite a página do POCTEP - Programa Operacional Transfronteiriço, Espanha-Portugal
    Visite a página do Projeto REDPAT
    Veja o Resumo do Projeto na página do POCTEP

  • Operação:

    Designação da Operação:

    Estado:

    Descrição: