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Consulta Pública para efeitos de inscrição dos «Saberes e Práticas Tradicionais de Construção do Cavaquinho» no Inventário Nacional do Património Cultural Imaterial

Diário da República n.º 154/2022, Série II de 2022-08-10
Anúncio n.º 171/2022, de 10 de agosto

 

No cumprimento do estabelecido no artigo 14.º do Decreto-Lei n.º 139/2009, de 15 de junho, alterado e republicado pelo Decreto-Lei n.º 149/2015, de 4 de agosto, a Direção-Geral do Património Cultural vem por este meio divulgar o início ao processo de Consulta Pública sobre o projeto de decisão de inscrição dos «Saberes e Práticas Tradicionais de Construção do Cavaquinho» no Inventário Nacional do Património Cultural Imaterial.

Nos termos do n.º 2 do artigo 14.º do Decreto-Lei n.º 139/2009, de 15 de junho, na redação dada pelo Decreto-Lei n.º 149/2015, de 4 de agosto, a presente consulta pública terá a duração de 30 dias.

Os elementos constantes do processo de inventariação dos «Saberes e Práticas Tradicionais de Construção do Cavaquinho» encontram-se disponíveis para consulta em linha através do sistema MatrizPCI (http://www.matrizpci.dgpc.pt/), sistema de informação de suporte ao Inventário Nacional do Património Cultural Imaterial.

As observações em sede da presente consulta pública poderão ser apresentadas, de forma desmaterializada, através daquele sistema, podendo igualmente, em alternativa, ser endereçadas, em correio registado, à Direção-Geral do Património Cultural, para o seguinte endereço: Palácio Nacional da Ajuda, 1349-021 Lisboa.

 

Caracterização síntese:
A construção do cavaquinho em moldes artesanais requer um grande conhecimento dos materiais e das técnicas tradicionais que foram transmitidos pela prática e experimentação de geração em geração em contexto familiar (oralmente e por gestos). A construção do cavaquinho está ativa e é fundamental na reprodução de uma memória e de uma identidade regional e coletiva, que de forma dinâmica preserva a herança da música e dos instrumentos tradicionais portugueses. Em Portugal continental e Açores constrói-se artesanalmente dois tipos de cavaquinho: o minhoto e o urbano (menos frequentemente). Na Ilha da Madeira, constrói-se um cordofone correspondente ao cavaquinho de Lisboa, denominado braguinha e/ou machete. No passado a construção tradicional do cavaquinho assumiu expressões culturais locais e regionais, atualmente a construção artesanal do cavaquinho minhoto é a que mais se pratica, tendo-se disseminado, tal como a sua prática, por todo o espaço nacional, estimando-se que existam 40 construtores e 300 grupos de tocadores com cerca de 2300 praticantes. Os construtores de cavaquinho e de outros cordofones tradicionais, artesãos/luthiers ou violeiros, como são mais conhecidos, realizam a sua atividade em contexto oficinal onde produzem o cavaquinho de forma manufaturada a par de outros instrumentos de cordas tradicionais portugueses, como violas regionais, bandolins e guitarras, e de outros pequenos cordofones como é o caso dos cavaquinhos cabo-verdiano e brasileiro e do ukulele havaiano.

Fernando Meireles com um dos seus cavaquinhos

Oficina de Fernando Meireles, Coimbra
Fotografia: @Matriz Fernando Meireles com um dos seus cavaquinhos

Fotografia na capa: Cavaquinhos no escritório da oficina de Domingos e Alfredo Machado, disponível em Matriz

Data:

Local:

Publicação: 10-08-2022

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