A "Nazaré é o mar", segundo as palavras do fotógrafo Artur Pastor ("Nazaré", 1957).

O Museu Dr. Joaquim Manso é o Museu sobre a Nazaré e a sua relação com o Mar. Navegue connosco nesta visita!

O Museu visa representar a identidade histórico-cultural da região, com incidência na CULTURA DO MAR. Os testemunhos milenares e históricos da presença humana nesta costa, a história da vila e o culto de Nossa Senhora da Nazaré, as embarcações e as artes de pesca, o trabalho e a festa e os seus trajes tradicionais, são os temas principais do percurso expositivo e das coleções deste Museu.

É tutelado pela Direção-Regional de Cultura do Centro / Ministério da Cultura.

 

Patronos do Museu

O escritor Dr. Joaquim Manso (1878-1956)

joaquim manso

Nascido a 16 de novembro de 1878, em Cardigos, concelho de Mação, Joaquim Manso notabilizou-se como escritor, ensaísta e jornalista.

Fundador e diretor do "Diário de Lisboa", com ele colaboraram figuras de relevo do mundo da cultura, como Aquilino Ribeiro, António Sérgio, João de Barros, Júlio Dantas, Ramada Curto, Jaime Cortesão, Vitorino Nemésio, entre tantos outros. No campo da ilustração, trabalhou com Almada Negreiros, Stuart de Carvalhais, António Soares, Jorge Barradas, Bernardo Marques, entre outros.

Entre os vários amigos, contam-se alguns nazarenos, como Amadeu Gaudêncio. Dessa amizade resultou um gosto particular por esta vila piscatória; acabou por reconstruir uma moradia no Sítio da Nazaré, onde frequentemente passava férias nas décadas de 1940/1950. O seu jornal foi também veículo da ideia da criação de um Museu na Nazaré.

O nome de Joaquim Manso foi dado ao Museu inaugurado em 1976 na casa que lhe pertencera e que, após a sua morte, fora adquirida por Amadeu Gaudêncio, que a ofereceu ao Estado para esse fim, em 1968.

O seu filho, Pedro Manso Lefèvre, continuou a dedicar grande estima ao Museu e a beneficiá-lo com generosas doações, nomeadamente da sua coleção artística e bibliográfica.

Sobre Joaquim Manso saiba mais na base de dados MatrizNet.

Imagem: Álvaro Laborinho, "Homenagem a Joaquim Manso na Nazaré", 1956.

 

 

Amadeu Gaudêncio, outro patrono do Museu

amadeu gaudencio

Em 1968, Amadeu Gaudêncio (1890-1980) doou ao Estado o imóvel onde o Museu se encontra instalado e, em 1976, na data da sua inauguração, doou também o terreno anexo, para garantir a possibilidade da ampliação do edifício.

Apesar deste ato benemérito, fez questão que o nome do amigo, Joaquim Manso, e primitivo proprietário da casa, figurasse na denominação do futuro Museu da Nazaré. Próximo do Museu, mantém-se a moradia de Amadeu Gaudêncio, onde sempre passou férias.

Natural da Pederneira (Nazaré), Amadeu Gaudêncio foi industrial da construção civil, deixando o seu nome ligado a importantes obras por todo o país e a grandes feitos de benemerência, especialmente no seu concelho natal.

Sobre Amadeu Gaudêncio e as obras doadas ao Museu, consultar mais informação na base de dados MatrizNet.

Imagem: Homenagem a Amadeu Gaudêncio no Museu Dr. Joaquim Manso, 1979. Discursa o 1º Diretor, Dr. Saavedra Machado.

O edifício do Museu

Aberto ao público em 1976, o Museu está instalado na antiga casa de férias do Dr. Joaquim Manso (1878-1956), escritor e jornalista fundador do “Diário de Lisboa”. Localiza-se no Sítio, um dos núcleos populacionais mais antigos da Nazaré.

Próximos, ficam o majestoso promontório sobranceiro ao mar - de onde se avista uma das mais belas paisagens do litoral português - e o conjunto monumental religioso da Ermida da Memória e Santuário de Nossa Senhora da Nazaré. Daqui se parte também para o Forte de São Miguel Arcanjo e para a Praia do Norte, hoje célebre pelas suas Ondas Grandes.

O edifício foi doado ao Estado em 1968, pelo benemérito nazareno Amadeu Gaudêncio (1890-1980), para aqui se instalar o Museu da Nazaré.

 

 

museu exterior

Exposições e coleções

A exposição permanente convida a um percurso pela paisagem, história e tradições da região da Nazaré, desde a Pré-história à atualidade, em três momentos principais: a história da vila e a lenda de Nossa Senhora da Nazaré; o mar com as suas artes de pesca e embarcações tradicionais; e o traje tradicional, nos seus aspetos mais característicos – trabalho e festa – ; documentados por pintura, escultura e fotografias de Álvaro Laborinho, que fixam momentos da vida quotidiana desta vila piscatória na primeira metade do século XX.  

Saiba mais em Coleções.

 

 

 

 museu interior

Embarcações tradicionais na praia

Em colaboração com o Município da Nazaré, na praia, existe um Polo Museológico de embarcações tradicionais.

Pertencem ao Museu Dr. Joaquim Manso as seguintes embarcações:

- Barca “Mimosa

- Barca Salva-Vidas “Nossa Senhora dos Aflitos

- Barco de Arte Xávega “Perdido

- Barco do Candil “Vagos” e Lancha Auxiliar “Ilda”.

 

Junto, fica o "estindarte" do Peixe Seco, onde diariamente uma dezena de mulheres continua a secar o peixe em paneiros. Visite também o seu Núcleo Interpretativo (Museu do Peixe Seco), no Centro Cultural da Nazaré.

 

Nazare exposicao barcos tradicionais