Voltar

Objeto do Mês | maio 2020

 

Lancha “Nádia Carina”
Madeira, alt. 11,5 cm larg. 12,5 x comp 29 cm
Adquirida ao autor, Augusto Sabino, 1988
Museu Dr. Joaquim Manso inv. 1171 Etn.

 

Esta miniatura, realizada pelo Mestre Augusto Sabino, reproduz a lancha “Nádia Carina”, que foi registada na Capitania do Porto da Nazaré em 1960, com o n.º de matrícula N 2055 L, como propriedade de José Chicharro.

Este tipo de embarcação, feita em madeira, era uma embarcação de boca aberta e fundo chato que navegava a remos. Era destinada à pesca local, tanto desempenhando funções de auxiliar da traineira e do barco do candil, como também servia para fazer pesca própria, com arte de anzol e redes de emalhar simples.

As embarcações eram designadas pelos pescadores de acordo com invocações religiosas, associadas a desígnios de proteção, ou podiam remeter para os laços afetivos, através dos nomes de membros da família, como é o caso desta Lancha “Nádia Carina”.

**** **** ****

Esta miniatura, numa escala aproximada de 1/15, foi realizada por Augusto Sabino, em 1988. Reproduz uma embarcação de boca aberta, fundo chato, coberta arqueada, casa de água e três bancos. Na proa, apresenta "gaviete" e roldana. Popa cortada ou de painel com adaptação (recorte) para motor fora de bordo. Sobre as tábuas de falca, do lado da proa, possui uma "malagueta". Tem dois paneiros, um à proa e outro à ré. Está aparelhada com 4 remos (2 de cada lado, nas respetivas enxamas), uma gamela quadrangular e uma fateixa.
É pintada de branco, azul, vermelho e a obra viva a preto.

Em cada um dos lados da proa, inscritos em retângulos negros, o n.º N 2055 L e, na "cara" do barco, sobre fundo branco, o desenho a vermelho da "Cruz de Cristo". Na ré, a letras pretas, a denominação "Nadia Carina".

O original foi registado na Capitania do Porto da Nazaré em 2 de novembro de 1960, com o n.º de matrícula N 2055 L, propriedade de José Chicharro. Tinha de dimensões: comp. 4 m; boca: 1,63 m; pontal: 0,60 m; tonelada bruta: 0,845t.

Destinava-se à pesca local com arte de anzol e redes de emalhar simples.

 

 

lancha museu nazare

 

 

“Colocados na areia, de proas pontiagudas a querer furar o céu, de repouso mais fictício que real – postos em fila dir-se-iam em linha de combate – os barcos possuem denominações curiosíssimas: Chegou na sua hora, Nosso Mestre é Jesus, Boa esperança, Sonhar é fácil, Cinco chagas de Cristo, Deus te acompanhe, Feliz destino. Nomes repletos de pitoresco, carinho e ingenuidade, que evocam anseios, situações, pessoas queridas”. (Artur Pastor, “Nazaré”, 1958, p. 9).

Data: 01/05/2020 a 31/05/2020

Local: Museu Dr. Joaquim Manso | Nazaré

Publicação: 04-05-2020

Categorias

Partilhar